sábado, 5 de abril de 2014

Trouxas de camarão e peixe com caril



Confesso que não foi assim há muito tempo que usei massa brick pela primeira vez. Já tinha ouvido falar várias vezes mas nunca a tinha experimentado. Até que encontrei, no Leclerc, pacotes com 8 folhas desta massa por 1 euro. Achei barato, comprei a primeira vez para experimentar, gostei e, agora, tenho quase sempre aqui por casa umas folhas dela. Admito que gosto um pouco mais da massa filo mas esta é extremamente boa também e, além disso, é muito mais barata. Por isso, como os orçamentos são cada vez mais apertados, opto quase sempre por esta. Desta vez saíram estas trouxas de camarão e peixe com caril, que ficaram deliciosas (gostava de vos ter tirado uma foto das trouxinhas por dentro mas, quando chegaram à mesa, começámos de imediato a comer e, confesso, esqueci-me totalmente da fotografia...mas é bom sinal, é sinal de que a comida estava tão boa que não pensei em mais nada..hehe). Uma sugestão que vos deixo para este sábado porque, como é fim-de-semana, temos sempre mais um bocadinho de tempo para passar na cozinha e, quem sabe, reunir a família e os amigos à volta de uma bela mesa :)



Ingredientes para 2 pessoas:
4 folhas de massa brick
1 dente de alho grande
1 pedaço de gengibre fresco (do tamanho do dedo polegar)
10 sementes de coentros
2 chávenas de couve ripada
300 gramas de camarão descascado
1 filete de peixe-gato cortado em pedaços
1 lombo de pescada cortado em pedaços
4 delícias do mar cortadas em cubos
Vinho branco
Azeite
Sal e pimenta q.b.
1 colher de chá de cominhos moídos
1 colher de sopa de caril
1 colher de sopa de açafrão das índias
1 pitada de noz-moscada
1 colher de café de piripiri moído
1 colher de chá de lemongrass em pó
1 iogurte grego (125 gramas)
3 colheres de sopa de polpa de tomate
1 noz de manteiga derretida



- Colocar o dente de alho, o gengibre fresco e as sementes de coentros num almofariz. Regar com um fio de azeite e esmagar tudo (não é preciso formar uma pasta, é só para esmagar grosseiramente para ajudar a libertar o aroma). 


- Levar ao lume um tacho regado com um pouco de azeite e alourar ligeiramente esta mistura. Acrescentar a couve, temperar com uma pitada de sal, regar com 2 colheres de sopa de vinho branco e deixar cozinhar em lume brando durante 4 minutos. Nessa altura, juntar o camarão e o peixe, temperar tudo com sal e pimenta, os cominhos, o caril, o açafrão das índias, a noz-moscada, o piripiri e o lemongrass e envolver bem. Deixar ao lume durante mais 5 minutos até o peixe estar cozinhado, mexendo frequentemente.


- Adicionar então o iogurte grego e as delícias do mar, envolver bem e retificar os temperos. Cozinhar em lume médio/alto por mais 3 a 4 minutos, juntando depois a polpa de tomate. Misturar bem e desligar o lume, deixando este preparado repousar e arrefecer.


- Pincelar as folhas de massa brick com um pouco de manteiga derretida. No centro de cada uma, distribuir o recheio de peixe e camarão, fechando cada folha com o formato de um trouxa e colocando-as em pequenas tacinhas (que possam ir ao forno) ou ramequins individuais. Levar ao forno a cerca de 180ºC até a massa estar bem dourada e crocante, o que demora cerca de 15 minutos.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Espetadinhas de carne de porco com tarte de massa folhada


Esta refeição aconteceu mais ou menos assim. Um dia acordo e penso: "ups, não pensei nem descongelei nada para o jantar de hoje"... Coisa um pouco rara de acontecer, refira-se, porque sou fanática por planeamentos e, regra geral, organizo sempre as coisas com antecedência mas... às vezes lá acontece a todos, mesmo aos "maníacos" da organização como eu ;)
E então o pensamento foi: "muito bem, uma excelente oportunidade para veres o que tens por aqui por casa que precise de ser consumido e hás-de inventar alguma coisa". Olhei para o congelador e vi que tinha por lá duas bifanas pequenas, que nunca dariam para uma refeição para duas pessoas, e também um bocadinho de carne picada, que me tinha sobrado da última vez que piquei carne em casa e, depois de fazer rolos de carne, hamburgueres, almôndegas e afins, sobrou-me aquele bocado e decidi congelá-lo mesmo assim, para o caso de ser preciso para alguma coisa... e pronto, hoje chegou o dia de ambos.
No frigorífico tinha também, há vários dias, uma base de massa folhada que precisava de ser utilizada, bem como vários legumes e ovos de codorniz... E pronto, estava tudo feito na minha cabeça. E foi basicamente assim que "nasceu" esta receita. Nada de glamoroso, tudo feito com ingredientes que havia por aqui, mas saiu um prato diferente e saboroso :)



Ingredientes para duas pessoas:
1 chávena de carne de porco picada
2 bifanas de porco pequenas ou 1 grande
2 colheres de sopa de mistura de especiarias Stir-fry (comprei esta mistura no Lidl mas se não tiverem e não encontrarem nada semelhante no supermercado, basta juntarem uma pitada de sal, pimenta, colorau, cominhos em pó, gengibre em pó, alho em pó, piripiri moído e, se tiverem, erva-limão em pó e temperarem a carne com esta mistura)
1 base de massa folhada fresca
1 pedaço de pimento vermelho e outro de pimento verde cortado às tiras ou aos cubinhos
1 cebola pequena fatiada em meias-luas
1 cenoura cortada em pequenos cubos
½ chávena de cogumelos
2 colheres de sopa bem cheias de milho
2 colheres de sopa bem cheias de ervilhas
2 colheres de sopa bem cheias de azeitonas às rodelas
1 colher de café de molho pesto da vossa preferência
4 ovos de codorniz
Azeite
Vinho branco
Espetos de madeira

- Temperar a carne picada e as bifanas com a mistura de especiarias. Com a carne picada, formar pequenas almondegas e colocá-las em espetos de madeira. Cortar a bifana em tiras com cerca de 1 centímetro e enfiá-las como um harmónio em espetos. Reservar.


- Cortar a base de massa folhada em dois retângulos iguais e picá-la com um garfo. Distribuir por cada um dos retângulos o pimento, a cebola, os cogumelos, o milho, a cenoura, as ervilhas e as azeitonas. À parte, misturar o molho pesto com uma colher de sopa de azeite e verter esta mistura sobre as tartes. Colocar as tartes num tabuleiro forrado com papel vegetal e levar ao forno previamente aquecido até os legumes estarem assados e massa folhada estar dourada e crocante. Quando estiverem prontas, desligar o forno e abrir dois ovos de codorniz em cima de cada uma das tartes, fechar o forno e deixá-los cozinhar ligeiramente com o calor residual (só precisam mesmo de um minuto porque o objetivo é que as gemas fiquem líquidas para "molharem" toda a tarte).


- Entretanto, enquanto as tartes de massa folhada cozinham, aproveitar para grelhar as espetadas num grelhador ou numa frigideira antiaderente regada apenas com um fio de azeite. Ao longo da cozedura da carne, salpicá-la duas ou três vezes com vinho branco para que as espetadas se mantenham húmidas e suculentas. Servir de imediato.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

"Há vida para além da massa de atum #1" - Tortilhas de falafel de feijão


São estudantes com pouco dinheiro mas que, para além da óbvia necessidade de se alimentarem, gostam de comer bem e organizar boas "patuscadas" com os amigos? São mães (ou pais) trabalhadoras que, mesmo com o tempo sempre contado, têm de servir refeições diárias sem pôr em causa a qualidade? São simplesmente pessoas normais, membros de famílias com orçamentos cada vez mais curtos, mas que gostam de cozinhar de forma variada e equilibrada? Então este post é mesmo para vocês!!!
Os blogs Coisas e Coisinhas e A Cozinha da Ovelha Negra juntaram-se para criar o projeto "Há vida para além da massa de atum". Um projeto destinado a difundir e partilhar várias dicas e sugestões, mas principalmente muitas receitas, deliciosas, saudáveis e equilibradas, que não comprometam o tempo (ou a falta dele) e não dêem cabo do orçamento.
Hoje é o 1º dia deste nosso novo projeto! A partir de agora, todas as quintas-feiras, podem encontrar aqui no blog e na cozinha da Ovelha Negra, diferentes sugestões e receitas úteis para todos os estudantes de carteiras vazias, as famílias com orçamentos apertados, as mães trabalhadoras que, mesmo com pouco tempo, têm de pôr comida na mesa.

E, muito em breve, todos vocês vão ser também convidados a participar nesta iniciativa!!! Fiquem atentos e aguardem pelas novidades!!! Espero que gostem :)


E, assim sendo, aqui vos deixo a minha receita de hoje, a primeira receita deste projeto: umas Tortilhas de Falafel de feijão. Na minha incessante busca por refeições saborosas e nutricionalmente equilibradas e variadas, descobri o magnífico mundo das leguminosas e as suas infindáveis utilizações. Para além de serem uma alternativa excelente à carne e ao peixe, saciam imenso, são extremamente saudáveis e, acima de tudo, muito baratas. Já há muito tempo que as utilizo, cada vez mais, nos mais diversos pratos, principalmente em "almôndegas" e "hambúrgueres". E, quando vi o Jamie Oliver a fazer os seus falafel com feijões (originalmente, o bolinho falafel é feito com grão de bico) decidi experimentar também e adorei! Esta é uma daquelas refeições que cumpre certamente todos os propósitos deste projeto: é barata (principalmente se aproveitarem os ingredientes que normalmente têm aí por casa para as guarnições), é saudável e nutritiva, e em 20 minutos está na mesa pronta a comer! E até os mais céticos vão gostar :) E não se esqueçam...passem também pela cozinha da Ovelha Negra e vejam a sugestão dela !!! :)




Ingredientes para 4 pessoas: 
Cerca de 200 gramas de feijão branco cozido e escorrido
Cerca de 200 gramas de feijão vermelho cozido e escorrido
½ malagueta vermelha sem sementes (se gostarem de muito picante podem deixar as sementes e usar mais malagueta)
1 ovo
2 colheres de sopa bem cheias de pão ralado
Sal e pimenta q.b.
1 colher de chá de cominhos
1 colher de chá de açafrão das índias
½ colher de chá de colorau
½ colher de chá de gengibre em pó
1 colher de chá de alho moído
1 colher de chá de mostarda Dijon
Tortilhas
Molho de iogurte (e outros molhos a gosto)
Guarnição a gosto (alface ripada, cornichons fatiados, omelete desfeita, pickles, queijo ralado, cogumelos, etc…)

- Numa picadora, misturem o feijão branco, o feijão vermelho, a malagueta e o ovo. Triturem até formar uma pasta (eu gosto que a mistura fique ainda com alguns pedacinhos pequenos do feijão). Retirar esta mistura para uma taça, adicionar o pão ralado e temperar com uma pitada de sal e pimenta, os cominhos, o açafrão das índias, o colorau, o gengibre, o alho em pó e a mostarda. Com as mãos, misturar tudo muito bem e reservar durante uns minutos no frigorífico.


- Entretanto, preparar o resto da guarnição para os tortilhas. Misturar 3 colheres de sopa bem cheias de iogurte grego com uma pitada de sal e pimenta, uma colher de café de mostarda Dijon, um fio de azeite, um pouco de molho inglês e 2 colheres de sopa de sumo de limão. Colocar numa taça e reservar, fazendo o mesmo com outros molhos que queiram usar também (o molho sweet chilli, por exemplo, fica delicioso também nesta combinação). Cortar os legumes que queiram utilizar (eu usei apenas alface e cornichons, que era aquilo que tinha aqui por casa, mas usem aquilo que mais gostarem e tiverem aí por casa. Só vos aconselho a utilizarem coisas com um sabor fresco e a não usarem muitos ingredientes para que não existam muitos sabores a sobreporem-se ao falafel…e para que consigam enrolar e comer a tortilha claro…hehe). Preparar também as restantes guarnições que possam querer utilizar (queijo ralado, omelete, sementes de sésamo, etc…).

- Depois de terem tudo pronto em tacinhas, tábuas, pratos e afins é a vez de passarem aos bolinhos de falafel. Para isso, basta levar ao lume uma frigideira grande antiaderente, bem regada com azeite. Quando começar a ferver, colocar em lume médio e, com as mãos, ir retirando da taça pequenos pedaços da massa de feijão, dando-lhes o formato de uma almôndega e depois achatando-os ligeiramente como se fossem mini hambúrgueres. Colocar na frigideira e deixar fritar bem de um lado antes de virar (os bolinhos de falafel demoram cerca de 2 minutos de cada lado até estarem cozinhados e com uma camada exterior bem dourada. É importante que os deixem cozinhar bem de um lado antes de os virarem e que o façam com cuidado para que não se desfaçam). Enquanto estão a fritar, podem já aquecer um pouco as tortilhas no micro-ondas, de acordo com as instruções da embalagem. Retirar e servir de imediato, colocando tudo na mesa e deixando que cada um construa as tortilhas a seu gosto.
 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Hambúrgueres orientais com salteado de legumes e feijão


Acho que já conhecem um pouquinho de mim para saberem que adoro refeições com um toque do mundo :) Misturar ingredientes, sabores e aromas das várias cozinhas é aquilo que mais prazer me dá fazer na minha :)
E já sabem também como gosto dos sabores orientais! E, como este tipo de receitas também tem tido uma imensa recetividade da vossa parte e um feedback bastante positivo, aqui fica mais uma :)
Fácil, fácil, fácil e muito rápida! Uma refeição leve mas com ótimos sabores, que faz as nossas papilas gustativas ficarem cheias de dúvidas e questionarem-se "mas que tipo de comida é esta? isto é de onde?" Adoro dar cabo das minhas :) hehe  Mas, no final, elas harmonizam-se quase sempre e, deste prato, gostaram muito!


Ingredientes para 2 pessoas: 
Carne de porco picada (piquei a carne em casa e usei cerca de duas mãos bem cheias de carne)
Sal e pimenta q.b.
Uma pitada de cominhos, colorau, gengibre em pó, alho em pó e lemongrass moído
Azeite
Molho de soja
Sementes de sésamo
1 dente de alho
1 pedaço de gengibre fresco (com cerca de 2 ou 3 cm)
1 cenoura ralada
1 chávena bem cheia de couve chinesa cortada em juliana
½ chávena de feijão verde cortado
½ chávena de alho-francês cortado às rodelas
Malagueta picada a gosto
200 gramas de feijão branco cozido e escorrido
2 colheres de sopa de vinho branco
- Colocar a carne picada numa taça e temperá-la com uma pitada de sal, pimenta, cominhos, colorau, gengibre em pó, alho em pó, lemongrass e juntar-lhe cerca de 2 colheres de sopa de molho de soja. Com as mãos, misturar tudo muito bem. Dividir o preparado em quatro partes iguais, formar bolas e depois achatá-las, dando-lhes a forma de hambúrgueres. Se possível, levar ao frigorífico durante 30 minutos a uma hora.

- Levar ao lume uma frigideira antiaderente regada com um fio de azeite e com um fio de molho de soja. À parte, deitar numa taça sementes de sésamo. Quando a frigideira estiver quente, passar os hambúrgueres pelas sementes de sésamo, pressionando bem de ambos os lados para que as sementes adiram, e colocar a carne na frigideira, deixando cozinhar durante cerca de 10 minutos, virando os hambúrgueres pelo menos uma vez a meio da cozedura, até terem uma camada exterior bem dourada e o interior estar cozinhado mas não demasiado seco.

- Entretanto, levar ao lume, ao mesmo tempo, uma wok bem regada com azeite e adicionar o dente de alho e o pedaço de gengibre fresco ralados. Juntar os legumes e a malagueta, regar com o vinho branco e com um pouco de molho de soja e temperar com pimenta. Saltear durante cerca de 4 minutos, até os legumes estarem cozinhados mas ainda terem textura. Nessa altura, acrescentar o feijão, envolver tudo muito bem, deixar cozinhar durante mais 2 minutos, retificar os temperos e desligar.

- Servir os hambúrgueres com o salteado de vegetais e feijão, acompanhados de um molho de iogurte com sweet chilli (para este, basta juntar 2 colheres bem cheias de iogurte grego com uma colher de sopa de sumo de limão, uma pitada de sal, pimenta e colorau, um pequeno fio de azeite e uma colher de chá de molho sweet chilli).

E NÃO SE ESQUEÇAM!!! :) É já amanhã que vão poder conhecer a nova aventura em que eu e a Ovelha Negra nos lançámos!
E, como sei que a minha querida Teresa, do blog Ovelha Negra, também gosta destes sabores orientais, vou aproveitar este post para responder ao "desafio" que ela me lançou. Tanto eu como ela fomos nomeadas pela Pimentinha, do blog Pitadas de Coisas Boas, para o Premio Conóceme (como podem ler aqui). Como tal, já não nos podíamos nomear uma à outra posteriormente. Mas achámos tanta piada a esta brincadeira (que nos ajuda a conhecer melhor outros blogs e os seus autores) que quisemos continuar :) hehe  E, como tal, achei tanta piada às questões que ela colocou aos outros, e ela achou tanta piada ao facto de eu responder mais uma vez, que aqui vão as respostas às perguntas (umas parvas, outras nem tanto - palavrinhas dela) que ela colocou:

1. Como te inspiras para cozinhar? O dia a dia, um momento especial..  
Eu acho que passo grande parte do meu dia, já para não dizer mesmo a maior parte, a pensar em comida. Quando não estou a ver blogs de culinária ou a escrever receitas, estou a ver programas de cozinha. Portanto, a minha inspiração chega-me todos os dias, um pouco de todo o lado. Tenho o hábito (velhinho hábito de menina estudiosa, rato de biblioteca e posterior jornalista) de andar sempre, mas sempre, com um bloco de notas atrás. E, como tal, quer esteja sentada no sofá, quer esteja num café, quer vá a andar de carro, vem-me uma ideia à cabeça, eu paro e tenho de a escrever. E depois, como adoro listas, planeamentos e coisas afins, todas as semanas tiro um dia para me sentar, folhear os meus cadernos, puxar pela cabeça e decidir as refeições dos próximos dias :)
2. Como é uma noite de Sábado perfeita para ti? 
Um jantar com o mais que tudo e os nossos amigos, de preferência em nossa casa para eu poder passar grande parte da tarde na cozinha, regado de boa comida, boa conversa, boas gargalhas...ah, e claro...bom vinho ;)
3. Se tiveres de escolher uma cidade no mundo para jantar, qual escolhias? 
Sinceramente?! Jantava em qualquer parte porque o que eu gosto mesmo é de comer...não sou esquisita ;)
4. Qual o melhor adjectivo que te caracteriza? 
Com esta é que deste cabo de mim ;) ... sei lá... não me consigo resumir numa palavra... por isso vou escolher...Feliz !!
5. Para mim a música é muito importante - diz-me o que andas a ouvir por estes dias :) 
Nestes dias, por acaso, a única música que tenho ouvido são os genéricos dos programas de culinária que vejo ;) hehehe  Mas já sabes, oiço mesmo de tudo um pouco - e podemos cozinhar as duas ao som de Arctic Monkeys ;) 

6. Qual é o melhor prato que alguma vez comeste? 
Todos aqueles que comi quando estava morta de tanta fome :) hehe  não, agora a sério, não tenho assim nenhum prato de eleição. É mesmo como costumo dizer: "eu sou um bom garfo" :)
7. Salgados, ou és mais bolos?
Salgados, salgados e mais salgados :)
 
8. Inverno ou Verão? Mais fescote ou o que se quer é calor? 
Sinceramente nem um nem outro. Eu sou mesmo é de Primavera e de Outono :) Adoro as meias-estações, aquele temperatura amena, aquela roupa leve mas aconchegante... não gosto de chuva e odeio calor em excesso.
9. O que me tira mesmo do sério é... 
As receitas que idealizo não me correrem bem e alterarem-me os planos à última da hora 
10. Um livro que te arrebate por completo 
Não tenho. Adoro livros e adoro ler. Leio de tudo mesmo e nunca digo não a uma sugestão de leitura mesmo que, à partida, possa não parecer bem o meu género.
11. Uma receita para um Domingo especial (já que a pergunta "o que dizem os teus olhos" já está mais do que batida)
Os meus olhos dizem que uma receita para um domingo especial (excetuando os de verão que aí não dá gozo nenhum ficar em casa) é ter os olhos colados na televisão, ou quiçá entreabertos, bem descansadinha e, de preferência, fazendo muito pouco...e isso inclui cozinhar porque o domingo, cá por casa, é o dia da molenguice e da preguicite aguda. Por isso, a receita mesmo ideal é muita comidinha já pronta ou de fácil preparação e daquelas que eu tanto adoro aos domingos, bem decadentes ;)


terça-feira, 1 de abril de 2014

Queijadinhas de Tentúgal - Dia Um...na Cozinha!


Hoje é dia 1 de abril. O que, por outras palavras, significa que é dia da 11ª edição do "Dia Um...na Cozinha!". No qual eu (finalmente) participo pela primera vez!! :)  (e não, não é mentira..hehe)
Para tema do mês, este grupo escolheu como mote a Doçaria Regional. Confesso que, desde que entrei no grupo, estava desejosa para que um novo desafio fosse lançado e eu pudesse participar! Mas, quando vi o tema daquele que seria o meu mês de arranque, fiquei um pouco desiludida. Sou uma pessoa de salgados e nunca fui propriamente gulosa (algo que tem vindo a alterar-se de forma vertiginosa). Para além disso, as minhas aventuras culinárias na área da pastelaria, apesar de estarem até a correr bastante bem para uma semi-estreante nestas andanças, são muito recentes e ainda pouco inventivas. Mas não podia baixar os braços! E ainda bem que não o fiz!!! :)
Porque, digo-vos: estas queijadinhas ficaram uma verdadeira delícia!! Até fiquei impressionada comigo própria! E são tãooo fáceis e rápidas que vale mesmo a pena experimentarem :)
Sou figueirense e, por aqui, temos uma gastronomia muito boa! Mas não marcamos a diferença pela doçaria! Conheço as nossas broinhas (e sinceramente não sou uma grande apreciadora delas) e temos as famosas Brisas da Figueira, cuja receita tem vindo a ser recuperada, nos últimos anos, por pastelarias e restaurantes locais mas que é daquelas coisas que ainda permanece um pouco no "segredo dos deuses". Como tal, decidi (sem sair da minha cozinha, claro!) ir ali até ao concelho vizinho de Montemor-o-Velho e deliciar-me, mais uma vez, com as famosas Queijadas de Tentúgal! Tinha uma ideia de como eram feitas, fiz umas pesquisas e este foi o resultado final! Quem conhece este belo docinho sabe que a "imagem de marca" das queijadas é em formato estrelado mas, como não tinha nenhumas formas que se assemelhassem, decidi fazer a minha versão, assim um pouco mais tosca e rústica! O sabor, esse, ficou mesmoooo parecido! Cá por casa voaram "enquanto o diabo esfregou um olho" :) hehe



Ingredientes para a Massa (para cerca de 10 queijadas): 
250 gramas de farinha
175 gramas de manteiga
Água q.b. 
Para o recheio: 
200 gramas de queijo fresco
125 gramas de açúcar
2 gemas
1 colher de sopa rasa de farinha
1 colher de sopa de leite 

- Para o recheio, basta desfazer bem o queijo e colocá-lo numa taça. Juntar o açúcar, as gemas e a colher de farinha e mexer tudo muito bem, com a ajuda de uma vara de arames, até formar um creme. Se estiver muito duro, o que normalmente acontece, acrescentar então o leite e mexer mais um pouco. Reservar.


- Entretanto, numa taça grande, juntar a farinha e a manteiga partida em pedaços. Com as mãos, misturar e desfazer estes dois ingredientes. Depois, aos poucos e poucos, ir acrescentando água à taça, até que a massa forme uma bola e adquira uma consistência maleável (se, por acaso, juntarem um pouco de água a mais, basta acrescentarem mais farinha até atingir a consistência pretendida).


- Com a ajuda do rolo, esticar a massa numa superfície enfarinhada, cortá-la e forrar com ela pequenas forminhas previamente forradas com papel vegetal (as queijadas de Tentúgal têm um formato muito característico, em estrela com as pontas arredondadas. Como não tinha nada com esse formato, optei por usar forminhas de queques mas podem usar as que tiverem ou preferirem). 

- Distribuir o recheio por cada uma das queijadas (enchendo somente até meio) e levar ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 20 minutos, ou até a massa das queijadas estar bem cozida e o recheio estar com uma cor bem dourada (é preciso ter alguma atenção durante a cozedura e ir verificando constantemente o forno porque o recheio das queijadas fica delicioso assim ligeiramente tostado, mas ele queima com alguma facilidade). 

- Desligar, retirar as queijadas, deixar repousar cerca de 5 a 7 minutos e comer, deliciando-se!